Maricá prevê mais de R$ 3,1 bilhões para recifes artificiais, marinas e lagoas até 2029

Planejamento inclui intervenções em praias, sistema lagunar e infraestrutura costeira, mas projetos ainda dependem de estudos, licenças e contratações
A Prefeitura de Maricá prevê mais de R$ 3,1 bilhões entre 2027 e 2029 para intervenções em praias, lagoas e estruturas costeiras do município. Os valores aparecem na revisão do Plano Plurianual (PPA), dentro do programa “Balneabilidade de Praias e Lagoas”.
O planejamento cita a construção de recifes artificiais, a implantação de marinas de guia corrente e ações de regularização do sistema lagunar.
A inclusão das verbas no PPA, porém, não significa que os projetos já estejam contratados ou com obras autorizadas. As intervenções ainda dependem de definição técnica, estudos ambientais, licenciamento, orçamento anual e procedimentos administrativos.
PPA prevê mais de R$ 3,1 bilhões para praias e lagoas
O programa tem previsão de R$ 713,2 milhões em 2027, R$ 1,432 bilhão em 2028 e R$ 976,2 milhões em 2029.
Entre as frentes indicadas no documento estão:
- Construção de recifes artificiais;
- Implantação de marinas de guia corrente;
- Regularização hidráulica do sistema lagunar;
- Obras de infraestrutura costeira;
- Intervenções relacionadas à navegabilidade, balneabilidade, pontes e passarelas.
A maior parcela dos recursos está relacionada aos recifes artificiais. A previsão é de R$ 356,6 milhões em 2027, R$ 716,1 milhões em 2028 e R$ 488,1 milhões em 2029.
Para as marinas de guia corrente, os valores estimados são de R$ 238,9 milhões, R$ 495 milhões e R$ 327 milhões, respectivamente. Já a regularização do sistema lagunar aparece com cerca de R$ 117,6 milhões em 2027, R$ 221 milhões em 2028 e R$ 161 milhões em 2029.
Recifes artificiais já apareciam em planos anteriores
A proposta de instalar recifes artificiais no litoral de Maricá não é recente. Em 2013, técnicos apresentaram ao município uma ideia voltada, entre outros objetivos, à formação de ondas para a prática de surfe.
Na ocasião, a Prefeitura informou que seriam necessários estudos para definir fatores como profundidade, energia das ondas e os locais adequados para eventual implantação. Itaipuaçu e Barra de Maricá estavam entre as regiões consideradas.
O tema também constou em planejamentos municipais posteriores. Em 2025, por exemplo, o programa de Balneabilidade de Praias e Lagoas previa R$ 1,5 milhão para recifes artificiais, com meta física de 2% do projeto.
A diferença para os valores previstos agora é expressiva e amplia o debate sobre os projetos que poderão integrar o pacote.
Sistema lagunar já recebe intervenções
O município já realiza ações no sistema lagunar, como o desassoreamento de canais em regiões como Bambuí, Guaratiba e Cordeirinho. Os serviços buscam melhorar a circulação da água, a oxigenação das lagoas, a drenagem e a navegabilidade para pescadores.
Em julho deste ano, equipes também atuaram na Lagoa de Araçatiba para remover vegetação acumulada nas margens e minimizar o mau cheiro em trechos da orla.
Com a previsão bilionária no novo PPA, os próximos passos serão detalhar quais obras serão executadas, em quais pontos do litoral e do sistema lagunar, quais estudos ambientais já existem e qual será o cronograma efetivo das intervenções.