PF confirma à Prensa que R$ 26 mil apreendidos em operação estavam na casa de ex-secretária de Meio Ambiente de Búzios

A Polícia Federal confirmou à Prensa de Babel nesta sexta-feira (14) que os cerca de R$ 26 mil em espécie apreendidos durante a Operação Occulta Manus foram encontrados na residência de Roseli de Almeida Pereira, ex-secretária municipal de Ambiente e Urbanismo de Armação dos Búzios e um dos alvos da investigação. A PF confirmou ainda que documentos e procedimentos administrativos foram apreendidos nas dependências da Secretaria Municipal de Ambiente e Urbanismo.
A confirmação foi obtida após a Prefeitura de Búzios solicitar à Prensa uma retratação sobre reportagem publicada a respeito das apreensões realizadas durante a operação. O município argumentou que o texto poderia levar ao entendimento de que os R$ 26 mil haviam sido encontrados dentro da Secretaria.
A reportagem original, porém, não afirmava que o dinheiro havia sido apreendido na sede da pasta. Informava que a PF havia recolhido cerca de R$ 26 mil durante a operação e, separadamente, que documentos e procedimentos administrativos da Secretaria também haviam sido apreendidos. A cobertura da Prensa publicada nesta sexta registra exatamente essa distinção.
Após receber o pedido de retratação, a Prensa perguntou à Prefeitura onde o dinheiro havia sido apreendido, para que a informação pudesse ser conferida e, se necessário, corrigida. O município não informou o local da apreensão.
A reportagem procurou então diretamente a Polícia Federal, responsável pela Operação Occulta Manus. A PF confirmou que o dinheiro foi apreendido na residência de Roseli de Almeida Pereira e que os documentos foram recolhidos na Secretaria de Ambiente e Urbanismo.
O que investiga a Operação Occulta Manus
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Búzios, dois em Cabo Frio, um em Araruama e um em Saquarema.
A investigação apura um suposto esquema de corrupção, fraude em procedimentos de licenciamento ambiental e associação criminosa envolvendo agentes públicos da Secretaria Municipal de Ambiente e Urbanismo.
Segundo a investigação, agentes públicos teriam utilizado suas funções para favorecer interesses privados por meio da concessão irregular de licenças e autorizações ambientais. Também é investigada a possível facilitação do funcionamento ou instalação de empreendimentos potencialmente poluidores sem as autorizações exigidas.
As condutas sob investigação incluem possíveis crimes de corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, associação criminosa, prevaricação e concessão irregular de licenças e autorizações ambientais.
A apreensão de valores, documentos e equipamentos e o cumprimento de mandados de busca não significam condenação dos investigados. A investigação permanece em andamento.