segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Política · 4 min de leitura

Maricá pode criar programa para aproximar moradores e empresas locais de grandes empreendimentos

Uma indicação apresentada na Câmara Municipal de Maricá propõe a criação do programa “De Maricá para Maricá”, voltado a aproximar trabalhadores, empreendedores e fornecedores do município das oportunidades geradas por grandes projetos públicos e privados.

A iniciativa é da vereadora Adriana Costa e está registrada como Indicação Legislativa nº 25/2026. O texto, porém, ainda não cria o programa nem impõe regras imediatas às empresas: trata-se de uma sugestão para que o Poder Executivo elabore e envie um projeto de lei à Câmara.

Proposta prevê banco de talentos para trabalhadores de Maricá

Um dos principais pontos do anteprojeto é a criação de um Banco Municipal de Talentos. O cadastro reuniria informações de moradores interessados em oportunidades de trabalho, como formação, experiência profissional, qualificações e disponibilidade.

Empresas que aderirem à iniciativa poderiam consultar o banco durante processos seletivos e divulgar vagas com antecedência pelo sistema municipal de emprego.

A ideia é ampliar a conexão entre a mão de obra que vive em Maricá e as demandas criadas por obras, atividades turísticas, empresas de serviços, projetos industriais, tecnológicos e outros grandes empreendimentos.

MEIs, empresas e produtores também poderiam entrar em cadastro

A proposta também prevê um Cadastro Municipal de Fornecedores Locais. O sistema poderia reunir:

  • Microempreendedores individuais;
  • Microempresas e empresas de pequeno porte;
  • Cooperativas;
  • Agricultores familiares;
  • Prestadores de serviços;
  • Empresas de base tecnológica;
  • Outros fornecedores sediados em Maricá.

A inscrição teria função informativa e comercial. Estar no cadastro não garantiria contratação, mas facilitaria a apresentação de produtos e serviços às empresas participantes.

O anteprojeto ainda sugere rodadas de negócios, feiras empresariais e ações de incentivo à inovação e ao empreendedorismo local.

Participação das empresas seria voluntária

O texto não cria cota obrigatória de contratação de moradores de Maricá nem percentual mínimo de compras de fornecedores locais.

Grandes empresas e empreendimentos poderiam aderir voluntariamente ao programa por meio de Termos de Cooperação com o Município. Esses acordos poderiam incluir divulgação de vagas, participação em rodadas de negócios, consulta ao banco de talentos, qualificação profissional e compartilhamento de dados sobre empregabilidade.

A proposta ressalta que a adesão não criaria obrigação específica de contratação, preservando a autonomia das empresas, a livre iniciativa e a livre concorrência.

Cursos poderiam ser alinhados às vagas disponíveis

O programa também sugere parcerias com universidades, escolas técnicas, Senai, Senac, Sebrae, associações empresariais e cooperativas.

A intenção é desenvolver cursos, estágios, programas de aprendizagem, capacitações e certificações de acordo com as necessidades dos setores econômicos presentes no município.

A qualificação profissional aparece como uma das estratégias para aumentar as chances de moradores ocuparem vagas que venham a surgir em Maricá.

Empresas participantes poderiam receber selo municipal

Outro ponto previsto é o Selo “De Maricá para Maricá”. A certificação poderia ser concedida anualmente a empresas que demonstrarem compromisso com contratação local, aquisição de produtos e serviços no município, formação profissional, responsabilidade social, inovação e desenvolvimento sustentável.

Os critérios para concessão do selo ainda dependeriam de regulamentação.

O anteprojeto também propõe a divulgação de indicadores como número de empregos criados, percentual de mão de obra local, quantidade de trabalhadores capacitados, valor contratado com fornecedores da cidade e número de empresas participantes.

Programa ainda não existe e não há cadastro aberto

Por ser uma indicação legislativa, a proposta depende de adesão do Poder Executivo. A Prefeitura precisaria acolher a sugestão, enviar um projeto de lei à Câmara e, em caso de aprovação, regulamentar as regras de funcionamento.

Portanto, não há neste momento cadastro aberto para trabalhadores, empresas ou fornecedores, nem obrigação de empreendimentos contratarem moradores de Maricá.